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Em nossa consultoria, por meio do serviço de coaching executivo e empresarial, tivemos a oportunidade de atuar em diversos segmentos e empresas, e deparamo-nos com companhias em situação econômica e financeira tanto boa quanto ruim.

Dentre essas missões, tivemos a oportunidade de interagir com alguns tipos de líderes e, devido ao seu posicionamento, identificamos uma correlação entre estilo, a motivação da equipe e os impactos na situação econômica e financeira da respectiva empresa.

Face a isso, identificamos, de forma convergente ao que evidenciamos, um excelente material cuja fonte é o Jornal Hoje em Dia, de 28/11/2024, decorrente do livro “Manual do Antichefe” do escritor Anderson Terra. Sobre os mesmos itens, ilustramos com alguns comentários e novos parâmetros pertinentes aos ambientes que encontramos na consultoria, com adendos de José Carlos Lucentini, oriundos de seus artigos publicados no site JLFoodNews (www.jlucentini.com.br). Ressaltamos que acrescentamos mais dois tópicos que julgamos convenientes, além de comentários com exemplos indicados no Jornal Hoje em Dia.

As relações entre colaboradores e suas respectivas chefias ou diretorias podem implicar em um ambiente de trabalho tóxico, promovendo alto turnover ou, positivamente, de maneira saudável, resultando em uma taxa elevada de retenção de talentos.

Para melhor elucidação, dividimos os comentários em três artigos, destacando, em dois deles, as lideranças ruins ou tóxicas – ou melhor, inadequadas – de profissionais que lideram áreas e projetos e, em sua maioria, com desempenho muito abaixo do possível. Já no terceiro artigo, apresentamos uma liderança positiva.

Cabe ressaltar que há uma diferença entre líder e gestor.  Enquanto o primeiro tem como foco principal inspirar e desenvolver pessoas, o segundo objetiva lidar com coisas (processos, equipamentos etc.). Portanto, um líder pode ser um gestor, mas é difícil ou raro que um gestor será um líder. Tanto que não identificamos esta segunda hipótese nas consultorias.

Neste sentido, destaca-se Luiz Gaziri, em sua obra “Ciência de Vendas”, na qual apresenta o Princípio da Consistência: “os executivos renegam tudo o que é novo ou inovação para serem consistentes com aquilo que sempre fizeram”.

Podemos citar algumas expressões que ouvimos nas consultorias e que refletem a falta de liderança, insegurança e autoridade de um chefe. Algumas delas incluem: “aqui, quem manda sou eu”, “faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço”, “se não está satisfeito, a porta de saída fica bem ali”, “você não é pago para pensar” e “estou aqui há mais de 20 anos fazendo isso e você vem com novas ideias para reinventar a roda?”.

Neste primeiro artigo, assim como no segundo, abordaremos alguns tipos de chefias inadequadas, de acordo com os perfis que mais encontramos.

LIDERANÇA INSALUBRE

Liderança insalubre refere-se a um líder ou responsável por uma área de trabalho que, por sua conduta ou decisões, cria um ambiente laboral insalubre, ou seja, nocivo à saúde e ao bem-estar dos trabalhadores. Os principais tipos são:

  1. Tirano e cabotino – tipo de chefia altamente controladora, que costuma impor suas ideias, não dando oportunidade a seus colaboradores de expressarem opiniões, sendo meros cumpridores de ordens, cujo perfil de contratação são colaboradores que obedecem, do tipo “yes-man” (aquele que concorda com tudo o que é dito); usualmente balançam a cabeça em aprovação, mesmo que não estejam de acordo.

Em geral, o tirano tem um certo grau de cabotinismo, cuja característica é a de um indivíduo presunçoso, vaidoso, que se comporta afetadamente ou tenta atrair sobre si as atenções, alardeando as qualidades que pretensamente tem ou realmente possui. Já o cabotino busca vangloriar-se de bons resultados e, em geral, culpa os outros por resultados insatisfatórios. Sua vaidade é demonstrada por meio de bens físicos, como relógio de marca, veículo de valor elevado, roupas de grife, perfumes caros, aparição em jornais e na promoção de eventos de destaque, que o permitem sobrepujar-se sobre os outros.

Esse líder ou gestor torna o ambiente competitivo, opressivo e, em geral, julga as pessoas, “jogando-as umas contra as outras”.

 

  1. Guardião da verdade – esse perfil é um desdobramento do tirano e cabotino, visto que mantém um perfil autoritário, é contrário a quem discorda de sua opinião, gerando um ambiente de medo por represálias e receio de perda do emprego.

 

  1. Bélico – perfil que demonstra insegurança, ao receber pressão de outras áreas ou da chefia direta, reagindo com agressividade. É comum este tipo de gestor repassar a pressão à sua equipe, sem qualquer filtro e, em reuniões de prestação de contas, expor que determinado colaborador de sua equipe não conseguiu cumprir a tarefa, sendo uma forma de terceirizar, erroneamente, a culpa, “queimando o colaborador” e/ou, ainda, repassar a responsabilidade para outra área. Encontramos este ambiente em intervenções que efetuamos, nas quais o responsável pelas operações, devido ao fato de não atingir os resultados, lançava a culpa à área de Compras, o RH e assim por diante.

 

  1. Gladiador – este profissional atua em áreas de alta competitividade, por exemplo, Vendas e Compras, promovendo uma competição desleal entre os profissionais, tornando o ambiente tóxico, o que ocasiona alta rotatividade de profissionais e resulta em baixo desempenho.

 

  1. Politiqueiro – este é o perfil que devemos ter cuidado nas empresas e que envolvem supostos amigos. Em geral, as pessoas podem se enganar ao dizer que têm amigos no ambiente de trabalho, mas, na realidade, a grandíssima maioria são colegas de trabalho. Isto pode ser evidenciado ao deixar uma empresa e constatar o afastamento desses “amigos”. Muito cuidado com isso.

Os “amigos” chegam a ser considerados como um “cara legal” e “sensato”, absorvem seus segredos e pensamentos sobre a empresa e chefias, e depois os utilizam em benefício próprio, prejudicando você. Este indivíduo, no fundo, é narcisista e tóxico para a empresa.

 

  1. Multiplicador de ansiedade – espalha ansiedade, ocasionando medo e sobrecarga de responsabilidades para a equipe. Proporciona pressão no ambiente de trabalho, incentiva fofocas e não tem como objetivo as metas e resultados.

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